domingo, 21 de junho de 2009
Santa Lobotomização, Bátema
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Fabiano Gama
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16:46
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domingo, 31 de maio de 2009
O Destino do Pintinho e Reflexões
Este post é um junção do relato de um sonho bizarro (que sonho não é bizarro?) que eu tive há algumas noites, originalmente publicado neste blog , e uma conversa que eu tive a respeito com um amigo, que por acaso é autor deste outro blog, via MSN. É só uma conversa entre amigos, nada mais pretencioso que isso, mas interessante o suficiente pra compartilhar.
--
O Sonho
Não lembro direito porque, mas a ocasião envolvia muita gente. Carros entrando e saindo, pessoas festejando, pessoas tensas, o frio da noite quase incomodava, os carros quase atropelavam os pedestres no pátio, quando alguém veio pra mim e me entregou um pinto.
Não, minha gente, não era um sonho erótico homossexual, se tratava de um filhote de galinha, amarelinho, frágil e bem pequeno. A mulher que acabara de me entregá-lo recomentou, com aquele ar de diretora de escola rabugenta: ”Toma muito cuidado, táá, com ele… ele precisa urgente de um lugar pra morar, senão vai morrer de stress, tááá?”… E saiu de perto, desaparecendo na multidão e me deixando lá, perplexo, com o pinto na mão, tentando assimilar o quanto minha vida tinha acabado de mudar com aquele novo compromisso.
Me perguntei se ele estava mesmo vivo, já que não se mexia na minha mão, e nesse momento, como se ele pudesse ouvir meus pensamentos, ele mexeu milimetricamente uma das asinhas, fazendo cócega na minha mão e deu um piado tão fino que parecia o som desses brinquedos de apertar de bebê . Foi como se eu tivesse acordado pra minha nova missão: levá-lo em segurança pra minha casa. Mas tinha uma multidão entre nós e o lugar onde eu tinha deixado meu carro.
Não pensei mais, abriguei o animalzinho entre minhas mãos unidas em forma de concha, trouxe-o pra perto do meu corpo e saí correndo em disparada pela multidão, abrindo espaço por meio de ombradas, cotoveladas e pedidos de licensa apavorados, sempre olhando se o pintinho estava bem, sem me preocupar com as pessoas que eu derrubava no processo. Ele precisava mais de mim do que qualquer outro ser vivo naquele momento.
A cada passo ele ficava mais tenso. Tremia, piava, respirava com dificuldade, até que eu finalmente cheguei no meu carro. Consegui abrir a porta com facilidade, apesar de ter que tomar cuidado pra ele não pular pra fora da minha mão enquanto se contorcia.
O difícil foi conseguir dirigircom uma mão pra manejar o volante e trocar de marcha e um cotovelo pra segurar o volante nquanto mudo de marcha. Não podia ir muito rápido porque a capacidade de manobra estava comprometida e ao memso tmepo não podia ir muito de vagar poque ele não tinha muito tempo. Sorte que era noite e não havia quase nenhum carro na rua.
Quando finalmente cheguei, não era a casa que eu moro hoje, mas o apartamento que eu morava até o ano retrasado, vai saber por que. Estacionei o carro de qualquer jeito, depois de acalmá-lo eu poderia pensar em voltar ao estacionamento e fazer a coisa direito, mas não naquele momento. A prioridade era fazê-lo se sentir em casa.
Mas a cada passo da minha corrida do local onde eu estacionei até a entrada do meu apartamento, por entre as passarelas que circulavam o estacionamento e davam acesso a cada um dos 4 prédios, ele ficava mais longe de se acalmar. Quando eu estava na escadaria que dava aacesso ao meu prédio, olhei pra ele em minhas mãos e o pobrezinho já estava com o bico completamente aberto, tremendo desespertado.
Quando cheguei na porta de vidro, a porta de entrada do meu prédio, apenas a alguns passos da porta do meu apartamento, que ficava no térreo mesmo, ele começou a girar em alta velocidade na minha mão. Ele girava tão rápido, que só dava pra ver um borrão amarelo.””Não! Não! Não! Aguenta firme, aguenta firme!”
Mas era tarde demais. Ele parou de rodar e tinha se transformado em um pequeno punhado de lã amarela emaranhada na palma da minha mão. Sem piado, sem o som do atrito das penas na minha pele… nada… só a batida violenta do meu coração, que socava revoltado as paredes da minha caixa toráxica, e a minha respiração ofegante.
Coloquei o emaranhado de lã no chão, na esperança dle se transformar na pequena ave novamente, mas não adiantou. Ele só se mexeu com a lufada de vento frio que apareceu por um instante pra me consolar e continuou imóvel.
Levantei tristee me apoiei na porta de vidro. Aquilo não podia ter acontecido. Faltava muito pouco pra chegar em casa! Muito pouco. Mas logo a voz da minha consciência apareceu e disse que eu tinha feito o meu possível pra salvá-lo. Eu respondi que não poderia me contentar com isso e ela me disse que o importante é fazer escolhas com as quais eu posso conviver.
--
O Papo
Rafael Chaves diz (21:30):
oi oi
voltei
entao, curti seu bog dos sonhos
o do pintinho foi irado
Fabiano diz (21:31):
Coitado do Pinto, neh?
Rafael Chaves diz (21:31):
virou lanzinha
kkkk
foi um bom final
Fabiano diz (21:31):
hahahah.. de onde vem a idéia de fazer um pinto se transformar em um punhado de lã emaranhado???
Rafael Chaves diz (21:32):
nao sei
mas acho q se ele tivesse morrido
e fosse so um pinto morto
vc ia se sentir muito looser
e meio que a moral da historia do seu sonho foi outra
foi tipo
faça o maximo que puder, e nao se cobre alem disso
presumo eu, nao sei
Fabiano diz (21:33):
sim sim, acho que foi por aí. é meu inconsciente tentando me alertar no meu erro mais comum.
cobrar demais de mim mesmo
Rafael Chaves diz (21:33):
foda eu tbm me cobro alem do limite humano
Fabiano diz (21:33):
a vvezes parece que a gente é mais sábio do que a gente mesmo
Rafael Chaves diz (21:33):
sim...
Fabiano diz (21:33):
é uma merda isso, neh? de se cobrar demais
Rafael Chaves diz (21:34):
é... e sabe porque é uma merda?
porque a perfeiçao nao é humana
ser humano é quase o oposto de ser perfeito
basicamente fazemos merda o tempo todo
a gente tenta, com as artes, com a musica, com os filmes
se enganar um pouco
forjar uma perfeiçao q nao existe
Fabiano diz (21:35):
sim.. e isso não seria um problema se a vida fosse longa a perder de vista. O problema é que ela é curta, e vc tem pouco tempo pra fazer as escolhas certas.
Rafael Chaves diz (21:35):
tipo a fisica... tudo é num ambiente ideal, no vacuo
sabe
é irreal
Fabiano diz (21:35):
totalmente
Fabiano diz (21:36):
fora que a perfeição é estática, e nós, sacos de água e carbono melequento, somos dinâmicos
Rafael Chaves diz (21:36):
exato...
nos temos bons momentos
mas a perfeiçao constante, nao eh pra nos
saquinhos gosmentos de agua
Fabiano diz (21:36):
não vomos projetados pra isso
Rafael Chaves diz (21:37):
mas a gente se cobra como se fossemos perfeitos
Fabiano diz (21:37):
e carbono, nçao se esqueça
Rafael Chaves diz (21:37):
mais perfeitos que maquinas
sim, sim... saquinhos melequentos de agua e carbono
Fabiano diz (21:37):
pras máquinas é fácil ser perfeito. elassó fazem pouquíssimas coisas ao mesmo tempo. são extremamente simples. nós somos complexos demais e temos que o tempo todo resolver algum problema que em geral é totalmente inpewdito
Fabiano diz (21:38):
inédito
Rafael Chaves diz (21:38):
e as maquinas quebram
precisam de manutenao
Fabiano diz (21:38):
e quem vai lá consertar? quem?quem?
Rafael Chaves diz (21:38):
nem elas sao perfeitas
Fabiano diz (21:38):
o esquilo? nããão
Rafael Chaves diz (21:38):
um saquinho melequento
de agua e carbono
imperfeito
Fabiano diz (21:38):
isso mesmo
Rafael Chaves diz (21:39):
a gente meio que tem que lutar contra essa cobrança sobre-humana, pois isso vira auto-sabotagem
Rafael Chaves diz (21:40):
temos que fazer o melhor, igual vc fez no seu sonho... lutar, tentar... mas se nao der, nao deu
Fabiano diz (21:40):
é.. mas a questão continua.. como se contentar com os nossos limites e ainda assim conseguir motivação pra tentar até o fim?
no meu sonho foi aprimeira vez qu eeu fracassei e convivi bem com o fracasso
Rafael Chaves diz (21:40):
hmmm, espera
Fabiano diz (21:40):
tipo
Rafael Chaves diz (21:40):
a questa é a motivaçao ou o fracasso?
Fabiano diz (21:40):
que eu não me conbrei dizendo que eu poderia ter feito algo diferente
Fabiano diz (21:41):
assim..
Rafael Chaves diz (21:41):
a questao é saber que somos propensos ao fracasso
e que podemos sobreviver a ele
Rafael Chaves diz (21:42):
alias, te digo mais... nos ficamos melhores apos o fracasso, se soubermos aprender a liçao
ou viramos bebados reclamoes, ou melhoramos
é uma opçao
Fabiano diz (21:42):
eu penso que no momento em que eu recebi a missão de levar o animalzinho pra casa, se eu não pensasse no sucesso da missão como única alternativa, e ao invés disso eu pensasse "ah, vou tentar o máximo, se não der, não deu", será que dessa forma eu não teria tentado o suficiente? não teria atropelado as pessoas com o ombro e ao inves disso tnetasse pedir licensa? ou dirigiria mais de vagar com
com o cotovelo?
Rafael Chaves diz (21:43):
ahhhh sim
claro
vc tem razao
Fabiano diz (21:43):
eu só preciso aprender a responder essa questão pra poder me livrar
Rafael Chaves diz (21:43):
quando recebemos a missao, temos que tentar executar com essa obstinaçao
sem pensar nem cogitar o fracasso
Rafael Chaves diz (21:44):
fazer como vc fez
sai da frente, porra
que eu tou salvando o mundo
mas eu acho que a liçao foi mais o final
tipo
depois de ter dado o maximo, ver que nao foi suficiente
o que vc faz?
se cobra? se tortura? vira seu maior critico?
ou respira fundo, toma um copo dagua e pensa
Rafael Chaves diz (21:45):
porra, caguei, mas eu dei meu melhor
Fabiano diz (21:45):
é, acho que esse é memso o segredo
Rafael Chaves diz (21:45):
nao sou um verme anencefalo
a gente se pune como o pior dos carrascos apos um fracasso
eu pelo menos
sou assim
Rafael Chaves diz (21:46):
acho q vc tbm
Fabiano diz (21:46):
Sim, sim. sou totalmente assim.
mas assim.. a gnete só tem o direito de se contentar com o fracasso se a gnete fes tudo pra conseguir. uma coisa estpa condicionada à outra.
Fabiano diz (21:48):
nesse sonho eu me snti completo dentro de mim pq eu experimentei isso. o máximo possível pra cosneguir, e a sabedoria de me eprdoar por não ter conseguido
pode não ter sido uma experiência factual, mas foi real no sentido interno
Fabiano diz (21:49):
eu aprendi com isso. provei na prática (ainda que simuladamente) o ato e o resultado.
Rafael Chaves diz (21:49):
sim
nao da pra usar essa desculpa, e tentar de qualquer jeito
Rafael Chaves diz (21:50):
estamos falando de uma situaçao onde vc tentou o seu maximo mesmo
a situaçao real, onde vc realmente foi ao limite, e nao deu
exatamente onde somos crueis conosco desnecesariamente
Rafael Chaves diz (21:51):
fora dessa situaçao de empenho total, eu acredito que temos que nos cobrar sim
pois so assim pra fazer as coisas darem certo
Fabiano diz (21:53):
Sim. Agora eu sei que eu só vou ser feliz se eu não tiver preguiça de fazer todo o possível pra ago dar certo e depois saber m perdoar se não der. E desconfio que essa regra funcione pra todo mundo.
Rafael Chaves diz (21:53):
sim... tem cheiro de ser uma regra universal
Fabiano diz (21:54):
Posso publicar essa conversa em algum lugar? acho que foi edificante. Uma das vantagens de sefilosofar via MSN éque o diálogo pode ser registrado..hehe
Rafael Chaves diz (21:56):
claro que pode
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Fabiano Gama
às
22:51
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domingo, 24 de maio de 2009
Jogando Conversa Fora

Por muito tempo eu condenei esse blog ao abismo do esquecimento e só hoje eu descobri por que: um propósito tão vago que ao mesmo tempo que tudo cabe dentro dele, nada cabe dentro dele.
O que pode ser apropriado para um blog que, na ânsia de estar livre pra falar sobre tudo, não tem absolutamente nada, nenhuma pista, como proposta? Resposta: Nada!
Mas hoje, enquanto postava no twitter, percebi que muitas vezes seria interessante começar uma idéia lá e continuar em algum outro lugar, algum com mais de 140 caracteres de limite e ainda com a possibilidade de outros recursos, como imagens, vídeos e afins. Tudo pra suprir da melhor forma possível a minha necessidade de jogar conversa fora, divulgar qualquer manifestação artística de minha parte ou que eu ache interessante, compartilhar qualquer sonho maluco que eu tiver à noite, comentar qualquer notícia que vier a chamar a minha atenção por algum motivo...
Já estava criando um novo blog, somente para esse fim, quando lembrei que este aqui foi criado exatamente pra suprir essa necessidade. Não é verdade que ele não tinha nenhum propósito. O propósito dele, desde que nasceu, foi justamente esse: jogar conversa fora, com ou sem estilo!
Em nome dessa redescoberta, do advento do twitter e da possibilidade de interconexão entre as duas ferramentas, reabro este espaço. Fiquem à vontade =)
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Fabiano Gama
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19:54
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Costumes, mudanças e adaptações
A feira já existia por anos quando o trém chegou. Pra eles parece óbvio que recolher a barraca e sair do meio do caminho, cada uma das 8 vezes por dia, durante os 7 dias da semana que o trêm passa, é muto melhor do que mudar a feira de lugar. Pra nós, na nossa cultura, isso é um absurdo, inusitado, curioso... mas pra eles não.
O que as nossas culturas têm de tão diferente, que o dia-a-dia de um representa um extremo do inesperado no outro?
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Fabiano Gama
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23:59
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Garçon, por favor...
Por nquanto ainda é só o som ;)
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Fabiano Gama
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00:20
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domingo, 7 de outubro de 2007
Baseado em Fatos Reais - Inclusão Digital

Quando eu vi isso acontecendo com a mãe de um amigo meu, que estava começando a entrar na internet depois dos 60 anos por recomendações médicas para prevenir vários males, como a depressão por exemplo, eu fiquei pensando no significado da inclusão digital. O que estamos perdendo e o que estamos ganhando?
Será que ainda tem alguém no mundo achando que basta colocar as pessoas na frente do computador e já está fazendo um bem para ela? ou até que ela vai estar se sentindo verdadeiramente incluída em algo só de ter acesso? Será que basta disponibilizar milhares de opções para que alguém se sinta bom na arte da escolha?
Será que alguém, já falou algo sobre Educação Digital? Se não, já é tarde.
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Fabiano Gama
às
04:39
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Complexo de Fênix

Tudo estranho. De repente tudo parece carecer de sentido. Como se já tivesse havido algum um dia.Mas não reclamo e nem lamento, isso chega excitante, além de doloroso. Eu sei, eu falei que não tinha sentido.A autodestruição pode ser uma bênção quando o que tiver de ser destruído é o que você acreditava ser você, e não a essência de todos os seres que você um dia chamou e chamará de Eu.
A falência de tudo eu encaro como um passaporte para o que está por vir. A morte da Fênix é o que precede seu nascimento. Então, que seja bem-vindo o caos. Eu o abraço como um aliado. Nado a favor da maré. Vou de encontro ao próximo despertar. Não quero saber da perspectiva, eu nunca me negaria a chance de acordar mais uma vez.
Afinal, o que é tudo isso além de um eterno falso-despertar?
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Fabiano Gama
às
03:48
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